Guerra no mundo do advertising

 

Advertising sempre foi hot stuff, e está ficando nos últimos bem Vindaloo  com tanta competitividade,  dificuldade de vender – nem todo cliente pode ou se permite um slogan como ‘Quer pagar quanto?”, um puxando a cerveja do outro, mudanças inesperadas em nome da “adequação ao mercado”, essa banalização de tudo graças à globalização. Olha, eu tenho muitos amigos queridíssimos no meio publicitário, conheço bem o universo, até trabalho pra eles de certa forma, admiro várias campanhas,   sei do valor que cada departamento tem numa agência ou produtora. Não é fácil atingir o público alvo subliminarmente ou diretamente com inteligência, humor. E eles sabem disso, né? Por isso são profissionais de prima. E há os que usam esse poder pro “bem”. Os que nem tanto. Dá só uma olhada nesse link aqui http://lokidesign.net/v5/warover/   e me diz depois  

E antes q eu me esqueça, já que propaganda é a alma do negócio, hoje,15.04, Esqueleto Coletivo +
The Central Scrutinizer Band. Não vai mandar o Lima, hein? Bjs _II_  obs: não teve jabá algum!!



Escrito por amita às 14h43
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Onde Fica você na quinta-feira à noite?

 

Nessa cidade imensa, meio caótica e alucinante, tem tanta coisa pra se fazer que vc pode ficar meio perdido pra escolher. Então deixa te dar uma, ou melhor,duas grandes dicas de onde ir aqui em São Paulo depois de amanhã, quinta-feira, 15 abril. Assim vc tem tempo pra se organizar, chamar os amigos, espalhar na vizinhança, mandar pra sua mailing list, etc.  E vc pode ir aos dois, já que acontecem em horários diferentes.

 

 

 

ONDE FICA   -  Exposição do Esqueleto Coletivo

SESC PAULISTA,ao lado do Itaú Cultural,19.00 hs, entrada franca . Por mais que eu falasse, não conseguiria expressar o trabalho sensacional, fundamental, aglutinador que esses artistas fazem. Dá muito orgulho mesmo! Então, acesse aí: www.esqueleto.tk  e compareça!!!

 

 

 

 

 

Show do The Central Scrutinizer Band , banda que toca Frank Zappa, aprovada pelo cara. Não só pra quem é Zappamaníaco, mas pra quem não conhece também, assim pode perceber ao vivo que já perdeu muito tempo na vida, porque todo mundo deve escutar Zappa, no exceptions.

Café Piu-Piu Rua Treze de Maio, 132. tel:3258 8066, às22.00 hs R$ 10,00 – preço único, não tem consumação mínima. www.scrutinizer.com.br

 

Recomendo, dou todas as estrelas, vou estar lá, então a gente se vê !!

Bjs _II_

 



Escrito por amita às 20h34
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The Dance of the Dead

 

Gosto de sons etéreos, meio liségicos, que me fazem ir longe, que me deixam leve e densa, pra fora e pra dentro ao mesmo tempo (?), e quando preciso disso, recorro a algum dos vários trabalhos que têm essa competência, como o Dead Can Dance, uma dupla formada por Lisa Garrard & Brendan Perry, de origem do Down Under ( “Lá de baixo” = Australia), com um jeito muito livre, muito amplo de compor, de tocar, de cantar. Há poucas coisas iguais por aí, e se você nunca ouviu, ta mais q recomendado! O que estou ouvindo agora é I Can See Now, lançada primeiro no Toward the within (94), e presente numa caixa sensacional  Dead Can Dance 1981-1998. Ouça e viaje comigo! Bjs _II_

 



Escrito por amita às 09h19
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Lady Day

 

Hoje acordei com Lady Day, a melhor cantora de jazz de todos os tempos. Especialmente pela sua falta de técnica, ou melhor, pela sua técnica toda particular, Billie Holiday consegue me envolver no que canta de um jeito absolutamente mágico, viajo na voz dela. Com uma sensibilidade monstruosa, interpreta qualquer canção como se fosse a última, faz de qualquer letra a maior verdade da vida, tamanha profundidade e força dramática que confere ao que canta. Quando se ouve a sua voz rouca, pequena, doída, vc acaba acreditando naquilo, se identifica com aquele sentimento por mais que ele seja completamente estranho à sua história. Por exemplo, estou com a “My Man” na cabeça. Já falei aqui que não sou dada a SM ou coisas do gênero, e se você prestar atenção na letra, provavelmente não vai relacioná-la comigo. Mas o jeito que ela canta, parece que as notas vêm lá do meio do estômago, consigo até sentir ela se contorcendo toda quando diz  It’s my man, it’s my man.E claro, me contraio também. Billie Holiday inovou no fraseado, cantando behind-the-beat, com uma naturalidade como ninguém, nem antes nem depois. Ela dizia que cantar era como sentar no chão e comer o frango frito que a mãe fazia, que qualquer sentimento cabia dentro dela, que era capaz de ser qualquer coisa quando cantava, o que era catártico, uma estratégia de sublimação pra ela. Se não tivesse sido cantora talvez nem tivesse vivido até os 44 anos,1959, teria ido embora ainda antes, porque essa mulher passou por poucas e boas, bebeu todas, se picou muito. Enfim, sofreu um monte até morrer.Deixou sua gardênias, sua voz, seu jeitão lânguido e lesado de cantar que eu não troco por nenhuma voz limpinha, sem graça.

 

My Man

pollock/ yvain / willemetz/ charles

It cost me a lot
But there’s one thing that I’ve got
It’s my man, It’s my man
Cold or wet
Tired, you bet
All of this I’ll soon forget
With my man
He’s not much on looks
He’s no hero out of books
But I love him, yes, I love him
Two or three girls has he
That he likes as well as me
But I love him
I don’t know why I should
He isn’t true
He beats me, too
What can I do?

Oh, my man, I love him so
He’ll never know
All my life is just a spare

But I don’t care
When he takes me in his arms
The world is bright, alright
What’s the difference if I say
I’ll go away
When I know I’ll come back
On my knees someday
For whatever my man is
I’m his forevermore

 



Escrito por amita às 09h32
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foto de Marcos Tristão_O Globo

Space Invaders no Rio de Janeiro 
Estou  brava, puta da vida,triste, indiginada e muito pensativa sobre o que está acontecendo no RJ especialmente desde sexta-feira.Não me sinto capaz de escrever nada agora que possa colaborar pra melhorar o que o Rio está vivendo. Não tem muita diferença com o Iraque. Recebi o link de uma petição. visitem lá. http://www.petitiononline.com/xrj04t45/petition.html

bjs _II_



Escrito por amita às 14h39
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A saga de Mário Manga

Assim como no rádio,talvez pior, é impraticável,impossível lamentável assistir tv .Zapeando ontem à noite parei no canal da Assembléia Legislativa num programa bem meia boca,mas cujo entrevistado era o Mário Manga, um músico de primeiríssima linha, como poucos não só no Brasil. Ele manda muito bem em tudo que faz, como instrumentista, arranjador, compositor, ele é mesmo fera.Eu acompanho o trabalho dele desde a época do Lira Paulistana - qdo ele era conhecido como Biafra (não confunda com aquele cantor meloso, please!!),inicio dos anos 80, com o Premeditando o Breque, vulgo Premê, antes deles terem lançado disco. É amor antigo mesmo.Depois que o Premê se desfez oficialmente (ainda fazem uns shows esporadicamente, sem as presenças do Azael, batera, e do Osvaldo, uma voz privilegiada, um loiro com swing), o Manga tem feito inúmeros trabalhos, um melhor que o outro, desde os projetos com o Música Ligeira,trilhas pra cinema, diretor musical pro Ilha Rá-Tim-Bum.Em 2002 lançou um CD solo, Beleza Interior, muito bacana, onde gravou inéditas e regravou um dos hits censurados do Premê, "A saga de Abud Salim", um tema com clima oriental e sexual. Pra quem não é dessa época ou não é de São Paulo, recomendo altamente. Quem é, sabe do que eu estou falando e com certeza vai curtir muito ouvir de novo. No site dele www.mariomanga.com.br  tem mp3 do Salim, ouça as outras faixas também e compre o CD! Have fun! bjs _II_

 



Escrito por amita às 08h24
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O poder da música

 

Sabe aqueles dias em que você não está bem, está angustiada , ou triste, ou desmotivada, ou até muito puta da vida com tudo e todo mundo, e de repente ouve alguma coisa que transforma seu humor completamente trazendo  uma nova perspectiva pra vida, um jeito diferente de ver aquele momento? Pois é. Isso acontece muito comigo. São vários os exemplos que eu poderia mencionar aqui como prova de como eu acredito no poder de transformação que a música tem, então vou contar sobre o mais recente. Segunda- feira, tarde da noite eu voltava de um velório, triste pela perda, por ver tanta gente querida triste, e já estava super cansada. Ao invés de ouvir um dos CDs, decidi ligar o rádio do carro. Olha, eu gosto muito de rádio, sempre gostei, sempre ouvi, mas hoje em dia é praticamente impossível ouvir alguma coisa que preste e não detone meus lindos ouvidos. Mesmo assim liguei. Uma das razões que sempre curti é o efeito surpresa, misterioso que o rádio tem: o que vai tocar agora? fico sempre pensando e torcendo pra ser alguma coisa que eu goste, ou que vá gostar porque também adoro ouvir novos sons...E pra minha alegria geral e irrestrita imediatamente começou a tocar. “Superstition”, com o Stevie Wonder, gravação original (1973). Quando começou o solo da introdução fiquei radiante, super feliz, olhos brilhando! Aumentei o volume a toda, porque não dá pra ouvir esse som baixinho, e deixei que meu carro, meus ouvidos e todos os meus poros fossem invadidos pela voz do Stevie, os metais geniais, o baixo, tudo. A canção diz que ser supersticiosa não é o caminho, não é bom. Eu concordo e  não sou.Pelo contrário. Sou otimista, não acredito em mau olhado, coisas pequenas assim. Alguém só faz mal pra outra pessoa se houver espaço, permissão, prazer. Não sou dada a SM. O que eu sei é que música sempre carrega muito tesão,  dá mais força, mais vontade de mudar o que não está bom, o lado positivo fica mais nítido.  E isso acontece mesmo quando ela é em tom menor, lenta, quando em faz chorar. Música tem esse poder porque é religiosa literalmente tem condição de religar, é a expressão  emocional mais profunda que existe (ao menos pra mim) e, como disse meu irmão uma vez anos atrás, ouvindo o Pat Metheny -de quem ele e eu somos muito fãs- : se deus  existe, é isso aí: música. bjs _II_

 



Escrito por amita às 14h37
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Shankar, Family & Friends

Vc, como o Jesse, pode estar se perguntando: ela não vai falar sobre música? sobre cítara, tampura, tabla? Claro !! Então vou começar pelo Ravi Shankar, que me foi "apresentado" pelo George Harrisson, primeiro cara que responsável pelo meu envolvimento com a Índia, ainda qdo era parte dos Fab 4.Uma das vezes que meu coração parou (é, eu tenho dessas coisas com música) foi qdo ouvi "I am missing you", uma das faixas do set list pra qdo eu morrer, no album Shankar, Family & Friends (1974), na voz da cunhada do Ravi, Lakshmi Shankar.E de lá pra cá Ravi Shankar tem feito parte de mim. Ele não é só um grande músico, daqueles de ouvidos e mãos cheias. O cara é singular, iluminado, um coração maior que a própria Índia onde cabem tantos sons e tantas pessoas quantas vivem lá hoje, 1 bihão. Se eu tentasse listar aqui alguns de seus trabalhos, vc não conseguiria ler até o fim . Daí vou deixar só uma dica: In Celebration (1995), caixa 4 CDs - Classical Sitar, Orchestral and Ensemble,East-West Collaboration, Vocal and Experimental. Som pra vida toda, pra todas as vidas.Ouça e depois me diz o que achou. bjs e  Namaste _II_



Escrito por amita às 07h51
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Porque Vindaloo

A Índia sempre foi um lugar plural em todos os sentidos: religião, música, idioma, etnia, clima, cores, culinária..Tanto que os Europeus foram pra lá em busca de suas especiarias que valiam ouro, tá lembrado disso?. Pra mim ainda valem. Lá, quando vc escolhe um prato, automaticamente já sabe da diversidade e intensidade do poder de fogo da mistura dos temperos de acordo com o título. Vindaloo é a base mais forte, mais quente, mais diversa, mais picante, mais ardida e ardente, mais marcante. Se vc não é iniciado em mega spicy hot food, não recomendo. O nome do blog tinha que traduzir alguma coisa sobre mim e, depois de pensar um pouco, escolhi Vindaloo pela pluralidade, diversidade e intensidade, sou uma mulher absolutamente visceral em tudo que faço. Agora, qto aos fatores quente, ardente, picante, fica pra cada um imaginar como quiser.bjs e namaste _II_



Escrito por amita às 08h24
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_II_  namaste _II_      

essa é a maneira que melhor expressa como eu gostaria de começar o meu blog:
Namaste, palavra em Sânscrito usada como reverência
a quem vc cumprimenta,
uma saudação, uma maneira de dedicar tudo de bom, de iluminado de
vc para o outro. Vc pode tb dizer Namaste (a pronúncia é : na-mas-tê) como obrigada, até logo, enfim, na intenção de dedicar o que há melhor de vc a quem vem ao seu encontro. Normalmente qdo vc diz Namaste une as mãos na altura do coração, no centro do peito, inclinando a cabeça para baixo um pouquinho. Acho que pra começar tá bom né?



Escrito por amita às 16h46
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