by ph_vindaloo

Sonho real

Do outro lado, o sonho. Nele todas as possibilidades, que se desdobram harmonicamente em tantas quantas você precisar / quiser.
Lidar com sonhos é profundamente difícil,
não são feitos para serem entendidos, organizados, catalogados, e especialmente julgados. 
Sonho é pra sonhar, não pra ser pensado. Porque por trás deles se descobre quem a gente é de verdade, e nem sempre a descoberta é o que se deseja, não com os instrumentos de aferição usados no não-sonho. O bacana é dar corda pra que eles nos levem a outros caminhos, confiar nas soluções e se misturar em silêncios melódicos que a gente não sabe acompanhar, e com um pouco de curiosidade e benevolência, perceber que o que é sonho pra um, é realidade pra outro. Quando de comum acordo, o sonho dobra de tamanho e fica real, ou a realidade expande e vira sonho. Sonho meu que é como o seu. Serve de um lado do monitor pro outro, de São Paulo pra Varanasi, Fortaleza, Calcutá, Recife, Pres. Prudente, Petrópolis , Mumbai, Macapá, Aprile. Sonho dá voltas e pára sempre no mesmo lugar: o melhor !
A trilha de hoje dá uma volta gigante nesse globo que, na boa, é pequeno, viu. A voz onírica de Asha Bhosle  goteja essência de pétalas de lótus direto na garganta de Michael Stipe, sem que se encostem. A ponte do encontro é simples ( uma câmera de vídeo digital, um notebook, só), mas a idéia de unir India, São Francisco, Uganda, Nova Zelândia, Londres, Senegal, foi de duas cabeças nada comuns ou locais, Jamie Catto e Duncan
Bridgeman (com ponte até no nome!) com o projeto 1 Giant Leap, cuja próxima edição já está sendo produzida e inclui o Brasil ( já vieram pra gravar e tudo mais, e saíram daqui ainda mais apaixonados!)
Nesses últimos dias outros sonhos vieram até o nível da consciência, revelando mistérios e alternativas, arranjos com ajustes em escalas, mudanças de tom para adequar vozes.
E outras pontes foram construídas: uma em Porto Alegre, uma em Davós, outra em Bagdad.
Espero que a última fique bem forte mesmo e bloqueie o trânsito dos que detonaram suas vias, veias, notas e sonhos.
bjs_II_

 

 

 

 



Escrito por amita às 16h44
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by Amita Padma

Pra cima ! 

Sons e ruídos, cores-não-cores, tempos de ontem-hoje-amanhã-sol-chuva.
Nela cabe tudo, tudo é. Bipolar, hiperativa, (megalo)maníaca, esquizoparanóide, borderline, tem mesmo um diagnóstico difícil, nada claro, suas linhas são tênues, sinuosas e mutantes, se ligam num sem parar congestionando do seu jeito hiperconteudista, urgente, pra ontem, hipoventilado e taquicárdico. Mas tudo sempre em allegro-andante-troppo andante- allegro vivace- presto-adesso!

Na teoria e na prática dos conjuntos, orquestras, bandas e solos, ela me contém, nela estou contida, ela está em mim aqui, aí,

em Varanasi, no meu sangue, na minha voz, no meu avesso, no contrário do que não tenho e de quem não sou.

Hoje ela faz 451 e neles estão os meus alguns. Hora de abrir  novas portas, tirar carta inesperada, estrear vestido, sapatos, brincos (sempre!) e perfume, se dar a chance de reformular, jogar fora aquele acorde que não serve, trocar cordas, substituir palhetas, deletar o trecho que não deu certo, editar a introdução e ir direto ao ponto, dar um fade in na vida com volume a 100%, transpor o tom, mudar de clave.
Aniversário é tempo presente. Gosto de dar presentes, presentes simbólicos. E por obra da sincronicidade te ofereço um som por mim muitíssimo
esperado, lançamento hoje, 25 de janeiro Desejando que você, Sampa mia, continue subindo alto, atingindo oitavas superiores, apresento em primeiríssima mão, porque você é dona da exclusividade, um trecho do novo trabalho do PMG, The Way Up, que, como você de quem nasci e onde escolhi pra viver, tem de tudo; tem sons dos 4 cantos do mundo, é uma peça só dividida em 4 partes. Deixo soando nos seus ouvidos, esses sim perfeitos e absolutos no tom, a festa do Pat Metheny, Lyle Mays, Steve Rodby, Antonio Sanchez, Cuong Vu e Gregoire Maret,  que prometem vir pra cá tocar pessoalmente trazendo o super talentoso multimusical  Nando Luria (da terra do Goethe!).
Enquanto a gente espera......parabéns Sampa de todo o meu coração, onde algumas-muitas-todas as coisas acontecem quando cruzo suas esquinas e acordes em bemol e sustenindo! bjs _II_

 



Escrito por amita às 23h52
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by e.

Alice in Coltraneland

 

Música é a maravilha que entrelaça caminhos, comunica o coração, anuncia quem eu sou, expande o amor, como o meu por você,
o de Alice e John, que na mistura dos sons e dos sangues, que não erraram de veia, compuseram Ravi e Oran, a quatro mãos,
dois corpos e todo o resto.  

Como os laços de vida divina e amor  eterno entre Sita e RamAlice Coltrane volta, 26 anos depois, e vai além do tempo, continua orientando com sua luz trasnlinear nada difusa e muito brilhante.  Abre as portas de sua casa, recebe com reverência soando o hino Sita Ram  em seu Wurlitzer, de teclas  que incorporam um harmonium sintetizado de sândalo, acompanhado por um dos ramos, Ravi,  e o gigante do sorriso Jack DeJohnette.

Sem o menor esforço me jogo nesse mar de som circular, de ondas de freqüência do bem, de volume crescente com perfeitos médios, agudos e graves, que abraçam meus ouvidos, liberam meu verbo e me fazem mais feliz.

Porque me fazer feliz é fácil e liso. É deixar que a minha música seja sua, que a sua imagem seja minha, simple like that,  porque onde há música há amor, onde há amor não há aqui eu termino e aí você começa, aqui eu toco e aí você desenha, é tudo em um, duas em tudo, tudo em dobro, dobrado, à duas.

Minhas notas ilustradas pela e. :  a mais ilustre de todas as notas.

bjs_II_

 



Escrito por amita às 23h09
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