by carlos bastos

Eu também sou neguinha!

 

Porque não é nada melhor do que ser de um país tropical, abençoado por deuses de todos os tons, com seus sons de tambores e cordas graves, de sabedoria aguda, de gente naturalmente bonita, que tem no pé samba e futebol, e no coração muito amor e generosidade que atravessa fronteiras.

Escolhi com a alma dois sons pra te tocar por fora e por dentro,  te contaminar de todas as matizes e formar o tom máximo:

 de 1971 com a majestade suprema e absoluta,

de 2000 com duas rainhas poderosas

 

Música, e vida, sem preconceito é sinal de grandeza.

bjs_II_

 



Escrito por amita às 09h16
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by Amita

Red blues

 

Por que eu gosto? Porque é simples, é feito de ingredientes básicos, de elementos conhecidos, dos  sentimentos mais primitivos:
agonia e êxtase. 
Por ser assim, entra fácil, escorrega, arde gostoso por dentro, se instala em qualquer lugar e hora, muda o meu mood, mesmo quando a vida parece que vai arrancar de vez o coração. Também traz uma luz linda e azul escura lá no fundo, que clareia o céu, chorando suas lágrimas de estrelas, em frases longas, com o devido stretch pra ilustrar a intensidade do sofrimento que está, mas  fica menos dolorido, mais suportável só de pôr pra fora - ( taí outra prescrição).
Se música é catarse,
o blues é da primeira fila. E cai pra mim como exarpe em volta do pescoço, como vermelho, como lavanda no chakra do terceiro olho, como Jack Daniels, como comer pimenta pura e pingar limão cravo nos olhos, como abraço apertado e beijo na boca.

Na linha de que não sei do futuro, de que só vale hoje mesmo porque posso desaparecer a qualquer minuto, de que vou durar só o quanto durar, nem mais nem menos,

hoje toco pra vc essa vida que explodiu num helicóptero,  fazendo a The Sky Is Crying bater em mim com ainda mais tesão, mais  emocionada, loopando sempre.

Pra curtir agora porque aqui não tem ensaio. É tudo ao vivo! bjs_II_

 

 



Escrito por amita às 14h04
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by C Portinari

Dia pra chorar

 

O bordão anuncia, bandolim melodiza, completamente emocionada penso nos almoços de domingos  com os amigos, família reunida, a mesa ao ar livre, feijão, farofa,malagueta, branquinha amarelada,cerveja estupidamente no ponto, depois o cheiro do café.
Se existe um som bem Brasil, como diz o Wandi, é o choro. Nosso ritmo classicamente popular, carinhoso, que desenha com perfeição esse jeito tão cheio de ginga e suavidade, da vida no improviso, sempre tentando acertar a nota, correndo atrás do solo simples mas feito com dedicação e oferecido no ponto certo como doce de côco, porque aqui é um pedacinho do céu, como diriam os mestres que constroem minha memória fina , feita de detalhes no coletivo chorado.
Terreno que permite todos os passeios, de cima abaixo no braço nunca extenso o suficiente tamanha a vontade de sair voando nele.

Tem recebido cara nova e muito linda, quatro meninos chorando o empate, Brito, o lançamento imbatível, gente que dá nó em pingo d’água pra fazer arcos de alegria no coração de quem passa.

Choro descreve o brasileiro original, envolvido na sedução e na eterna conquista 24/7, com um charme inclassificável, irresistível, competente na levada. É som de sexta-feira, dia do não pensar, dia de deixar a rigidez, a falta de grana, o amor esperado que (ainda) não veio, de lado, e se derramar no choro de corpo e alma pra sorrir a vida leve, livre, solta, fundamental.
Duvido não te contagiar com esse
Assanhado do Jacob nas mãos do anjo Raphael e do doce Armandinho.
Ouça, chore e depois me conta  se a minha prescrição pra ficar feliz fez efeito !

bjs_II_

 

 

 

 



Escrito por amita às 07h45
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vindaloo é "som pra vida toda, pra todas as vidas"... que estão em tuas mãos.
by erica valente

Vindalum

 

 

Acústica e ressonante, de cordas longas e metais brilhantes, madeiras escarlate, teclas ébano-marfim, de câmera quando reservada, em duo ou solo, sinfonicamente ampla, com meus graves mediamente agudos às vezes disfônicos,  plugada no seu tom, amplificada em atonal dissonância, valvulada na pausa rara e contando o contratempo, chego hoje pra te oferecer mais de mim, mais um ano, uma unidade de medida, uma maneira de dividir tudo que eu sou contigo, todas numa, uma em todos.

Nunca pude ser tão plural como sou aqui com você, meu presente valioso, meu multiplicador da vida.

E essa pluralidade evidente vem de eu ser assim Amita, literalmente sem limites, faminta por tudo, por sons que provoquem sortidos ouvires, diversos sentires, profundos pensares, amares intensos, inesquecíveis, marcantes. Sempre a música, meu grande elo, eus e ela, ela e eus, a chance de expressar meus  dentros. Sem ela não respiro, não sonho, não sou.

Música é a ponte que me leva até você, pra quem ofereço o melhor de mim, dedico minha capacidade infinita de amar singularmente a  todos que entram em mim, porque sei que qualquer maneira de amor vale a pena sim, improviso na troca contigo, que me faz infinitamente melhor, mais maravilhada, mais fusion.

A impermanência bateu aqui levando embora o ano 1. A ela meu agradecimento kármico, a verdadeira responsável por eu ser vindaloo e te dar  sempre urgentemente o que tenho de precioso, meu mundo que é sonoro, não tem obstáculos, nem pré-requisitos ou preconceitos, chega em qualquer um que me deixar entrar.
Hoje derramo sobre você,
my favourite, quatro pétalas da minha galeria particular, pra comemorar a  (re)união  das nossas especiarias em comum  
e enfeitar com amor o caminho  bem.  
Que elas te cubram de felicidade e que eu viaje em você por tanto tempo quanto for.

 

Sem você, não tem emoção, nem razão, nem vindaloo.

 

_II_  NAMASTE   _II_

 

 

 

 

 



Escrito por amita às 09h51
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by Amita

Each day goes by so fast ….

 

Efêmero, aerado com moléculas de vento que me elevam tão alto quanto o céu. Sua estréia em mim se deu de uma vez, assim  em ensaio, nem leitura de partitura, nada.

Aterrisou, se apossou da minha compreensão diminuta da vastidão daquele som de longe tão de perto que parecia vir de mim. E me tomou o fôlego, me abriu e mostrou todas as infinitas cavidades e compartimentos onde multiplico meu som tão próprio amplificado por minhas válvulas vivas.

São as cordas mais cheias de luz, luz da aurora, do dia todo, luz pra acordar a alma e olhar nos olhos hipnotizados que não mais vêem, mas ouvem.

Tudo tão rápido, o tempo acelerando a vida e preenchendo espaços, o presente já passado em frações de compasso,de 1966 a 2005 em 10 segundos, tudo aí e já não é mais, o Harrison não é mais, Revolver é história,  pretérito.

Mas enquanto agora for agora, é pra ser o melhor agora da sua vida. Isso não tem tempo. Comecei a entender com esse cara, com  esse som: Love to you

bjs_II_

 



Escrito por amita às 02h16
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