by Amita

Santo Mestre

 

Quase 7 dias depois..,que coisa, mas não foi coisa do outro mundo, ou melhor, foi coisa nossa. Qualquer coisa de magia no ar, metais, cordas, sons e pausas que preencheram o espaço e num sem tempo infinito, alguma coisa aconteceu comigo, e coisíssima nenhuma iria distrair meu coração. A única coisa era a música enfeitada de ouro, permeada de negro, salpicada de diamantes naturalmente lapidados.  E eu premiada pela coisa mais linda, coisa de gente séria cheia de personalidade e maestria, coisa de gente maior, cada coisa em seu lugar incomum, encontro ímpar maravilhosamente ajustado  e de encaixe feito sob medida, meus olhos cintilando, minhas coisas todas diluídas em 19 partes iguais.
Entre uma coisa e outra, o líquido de vida compartilhado no abraço, na garrafa, olhares sorrindo em silêncio sensível e esplendoroso.  
E quando já total e profundamente tomados pelo espírito da coisa, entorpecidos de felicidade, como um santo em manto alvo, o negro de ouro puro adentra o palco e arrebenta em mar emocionado de aplausos seus fiéis devotos, diz-se sem palavras, de fato todas as coisas já pronunciadas pudera, sua cabeça é habitada por outros signos, de clarão lilás, de sabedoria composta, complexa, de existência do impossível, só possível nele, Moacir Santos, maestro que não é um só, é tantos (dito pelo Vinícius, adotado por muitos), para quem rendo minhas melódicas reverências, meus harmônicos sentimentos. bjs_II_

 

ps: As coisas só acontecem quando e com quem têm que ser, e tive o privilégio de ouvir de todas as coisas em companhia de quem entende dessas coisas. Digo, tem coisa melhor?

 

 



Escrito por amita às 18h26
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by Dani Gurgel _intervenção by Amita

Qu4tro a Qu4tro

 

Alinhados como arranjo na vertical, cultivando a flor sem perder a raiz, quadri-amplificados, quatro sorrisos largos produzem um efeito lycra na reinvenção do tradicional com reverência, respeito e muito talento, iluminando meus olhos e ouvidos de luz sonora.
Lobo do bem e seu namoro liso com as cordas, sereno nos acordes, seguro nos solos, acompanhado de categoria  percussiva par e ímpar das baquetas feitas de Rosas incomuns, que não se colhe em qualquer jardim. Ao contrário de mim, que fico com o pensamento torto e desPenteado quando o seu baixo bate no meu coração, ele vem, transpõe, vira do avesso, pausa nas quebradas mais inesperadas, toca todas, conta outras, ladeado das teclas de fios longos, trançados e curvos, de nome de anjo de final el, como deve ser.

Revisitando o Radar, levam tesouros, seus sinais, graves e agudos, num sarau maior, captando com perfeição os quatro lados redondos, mergulhados na leveza harmônica, azeitados no ponto certo, nem mais, nem menos.

Super orgulhosamente, de boca e coração cheios, apresento a vitória triunfal, no placar marcando Quatro a Zero.

bjs_II_

 

ps: agenda, partituras, textos, imagens, etc.  no  www.quatroazero.com.br

 



Escrito por amita às 00h10
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