blown by Amita

Escondida dentro

Minha mente dividida oscila entre pólens sonoros.

De um lado o Donas, como o chama seu xará Gilberto, com suas notas de sofisticação simples, alternando brilhantemente entre extremos, trazendo ruas ladrilhadas de gemas da Amazônia, latinidade terciária inundando cada linha da pauta.

João “A Good” Donato e sua generosidade em grande Maior compartilha o palco com as cordas maravilhosamente confusas do russo nascido na China, Lanny Gordin, cindido pela catalização equizo-ácida há 3 décadas.

Recolhido e lacrado até da poeira das estrelas, hoje medicado por tônicas, terças e quintas, Lanny volta discreto pra onde esteve sempre e apesar de sustenido, tocou sua guitarra em acústico absoluto, cochicho  só nos seus próprios ouvidos agudos, que já foram do Jesus Cristo. Acordes oblíquos, escalas transversais, solos finalizados em paralelo perfeito, divide como ninguém, bipartido com conhecimento de causa.
Minha alegria tem angústia inevitável, felicidade triste porque sei dos limites dos bemóis quando sem-limite pra inverter.

Donato e Lanny ainda aqui, e Leila vem pela porta do jardim.  Não uma das muitas do Leilíadas de João, mas a Leila do Pinheiro do Pará, do Guinga, do Aldir Blanc, que me encanta com outros dois opostos sinuosos, circulares, feminina  e precisa, me diz do ponto de encontro e de fuga no espelho, do meu ir e vir constante aqui, ali, porque dentro do meu catavento há um girassol da Rússia.

 

Quando venta pra esquerda, escuto....

Se de teimoso sopra pro outro lado..........

Mas me deixa zonza quando faz zumbir assim.....

 

bjs _II_

 



Escrito por amita às 23h45
[   ] [ envie esta mensagem ]





by Amita

Onde estará a rainha.......

 

Invertida. Pelo avesso. Ao contrário.Escondida. Eu e essa que toco pra você hoje.

Revira meu coração, minha cabeça, meus dedos e cabelos desde que ouvi em pretérito distante  presente pra sempre, brilha meu lado fosco com feixes de laser, diamante encantado.

Viagem varrida por dentro de minas específicas, particulares, na descoberta de algumas e criação de outras mim-mesmas, mundos outros de acesso tortuoso e por isso interessante, com um fio dourado de claridade que alcanço aos poucos, em cada acorde adicionado, no encontro desencontrado de melodia e harmonia, característicos de quem por definição tem lucidez diminuída pela inexorável grandiosidade dos limites

Revisitado com freqüência, Toninho Horta me traz lágrimas de cristal, de um céu sem começo, com estrelas visíveis a olhos sem restrição de foco e de horizontes belos.

Abra os seus e ouça quanta luz tem aqui.

bjs_II_

 



Escrito por amita às 09h54
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]

  Ver mensagens anteriores

links
  fiteiro
  música é o negócio
  impressoes de fevereiro
  spoiler
  lotta continua
  anaconda
  mude
  sovaco de cobra
  giralata
  gandalf
  poesia de latrina
  hora do café
  opyo
  impressões de ontem
  vita manifesta
  collective intelligence
  anita roddick
  no war blog
  night passage