by Vida & Oliver

Tecendo música

 

No incansável dirigir rumo ao eu-por-vir, que signifique o sentido, ou seja, o inexorável nada, faço uma viagem de ouvidos virados para o avesso, onde ecos vão preenchendo os espaços do meu ser-aí com flutuantes sonoridades de lá.

Por cima vejo de um tudo: do olhar atento de Zubin Mehta, conduta mágica, iluminando o cintilar dos meus olhos lacrimejantes frente ao pai da orquestra e ao meu próprio, a camelos que choram neste horizonte cinematográfico de tirar o ar da alma, de fazer nascer flor de chão seco. Sobrevoo o Al Kindî e em movimentos “thelônico- sufis” descarrego meu coração admirado por seus sons divinos, reliogiosamente arábicos. Em águas mornas, vermelhas, molho linhas e espaços em felicidade suprema pela cumplicidade de Carlos Antunes, Lívio Tratenberg e Magda Pucci  orientando-se a 21 filhos do Mediterrâneo.

Ajoelho em tapetes do Irã, de eslovênia Vida, em arabescos ítalo-polacos dos simples e sobre-humanos Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik. Então aterriso, abro os olhos, realizo Manoel de Barros certamente em  “do lugar de onde estou, já fui embora”. Impermanentemente viva. bjs_II_

 

ps: English version below

 

Weaving music

 

Tirelessly heading towards the myself-to-be that could signify the meaning, that is, the inexorable nothing, I take a trip, ears turned inside out, where echoes fill the rooms in my dasein with floating sounds from afar.

From above all I can see: from Zubin Mehta’s watchful eyes, magic conduct, enlightening the scintillate of my watery eyes before the orchestra’s father and my own, to crying camels and this cinematographic landscape, soul breathtaking, enabling flower blossom from such  arid ground. Flying over Al Kindî , in thelonic-sufi movements, do I discharge my heart amazed by divine sounds, religiously Arabic. In warm, red waters I wet lines and spaces in supreme happiness for the Carlos Antunes, Lívio Tragtenberg and Magda Pucci’s complicity, getting oriented by 21 children of the Mediterranean.

Knees on a rug from Iran, of Slovenian Vida, in Italian-Polish arabesques by the simple and over-human Na Ozzetti and Zé Miguel Wisnik. I then land, eyes opened, and certainly realise Manoel de Barros in “from the place I am, I have already left”. 

Impermanently alive. lv_II_

 



Escrito por amita às 15h28
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